Organização Mundial de Saúde

Contexto

A Organização Mundial de Saúde (OMS) embarcou num projecto para melhorar a disponibilidade de e o acesso a evidências nas desigualdades encontradas no desempenho dos sistemas de saúde, incluindo a qualidade dos serviços e os determinantes estruturais dessas desigualdades. O foco inicial do projeto foram os países da União Europeia.

A intenção foi não só ter em conta médias nacionais como também a natureza geográfica dos dados regionais. A equipa da OMS foi dirigida pela Dra. Cláudia Stein e também incluiu o Dr. Enrique Loyola, Ivo Rakovac e Anatoliy Nosikov, que estão sedeados na Dinamarca. O Dr. Loyola explicou-nos que a intenção foi utilizar dados a nível regional (NUTS2) que já se encontravam disponíveis e evitar pedidos para informações adicionais. “Parte do que queríamos alcançar era mostrar que há uma quantidade enorme de dados que existem e que não estão sendo analisados em detalhe.”

O começo

Uma vez que a equipa começou a analisar os dados, concluiriam que o primeiro passo seria resolver questões de uniformidade e amplitude. “Queríamos ver as desigualdades numa dimensão diferente – não só como um resultado para a saúde; ser também capazes de compreender não só o impacto das doenças mas também explorar outros aspectos do sistema de saúde. Para nós, foi uma gratificação importante.”

“O modo no qual a saúde é afectada por diferentes elementos, é uma questão complexa e nós queríamos uma ferramenta que nos permitisse mostrar o padrão dos factores que contribuem para isso; assim poderíamos sugerir associações entre eles e gerar a discussão sobre a sua plausibilidade”, disse o Dr. Loyola.

O Dr. Loyola esta familiarizado com o sistema GIS que utilizou em outros projectos. Reconhece que podem ser ferramentas estatísticas poderosas, permitindo aos utilizadores analisar a relação entre diferentes tipos de informação e geografia. Contudo, a equipa da OMS reconheceu que necessitava de algo que o publico alvo pudesse utilizar sem dificuldades. “Nem sempre os legisladores e os analistas de saúde pública têm a destreza para manipular sistemas de GIS”, manifestou o Dr. Loyola.

“Para além disso, era necessária uma plataforma informática robusta que teria um custo acrescido. Desenvolvi uma ferramenta GIS que estava adaptada à saúde e descobri que não podia ser utilizada na internet, precisamente uma das funcionalidades mais importantes para nós.”

A equipa começou a procurar diferentes modos de apresentar os dados com que estava trabalhando. Testaram diferentes soluções de baixo custo que pudessem ser utilizadas para apresentar dados online. Isso incluiu InstantAtlas e a equipa ficou francamente impressionada com a facilidade de manejo e decidiu que ajudaria a atingir os seus objetivos.

A equipa convocou um extenso grupo de especialistas técnicos e legisladores para explicar como planearam apresentar os dados. Cada um dos atlas permite responder a um número diferente de perguntas, desde simples comparações entre os países da União Europeia a comparações mais complexas entre grupos sócio económicos. As reacções foram muito positivas e a equipa começou a construir os templates InstantAtlas.

Indo de encontro às necessidades

A equipa produziu uma serie de atlas utilizando indicadores económicos e relacionados com a saúde, disponíveis ao publico, provenientes da bases de dados EUROSTAT. As variáveis disponíveis em mapas, gráficos e tabelas representam mais de 60 indicadores individuais.

O objetivo dos atlas é proporcionar mais visibilidade aos padrões de saúde e aos seus determinantes. A equipa da OMS tem agora um sistema de informação integrado e os dados subjacentes podem ser utilizados para orientar politicas em países europeus. O Dr. Loyola disse que: “o valor acrescentado é: melhorar a informação detalhada da dimensão regional das desigualdades na saúde; fornecer uma ferramenta que contribua para aumentar, tanto o compromisso do público como da comunicação social para dialogar com as autoridades competentes, em políticas e acções de saúde; o objectivo é também fornecer uma ferramenta para monitorizar e avaliar a magnitude das desigualdades sociais na saúde e o impacto de políticas relevantes, intervenções e serviços.”

O Dr. Loyola manifestou que a resposta dos usuários tem sido muito positiva. “Aos técnicos, os fascina porque é compacto e aos políticos lhes agrada porque querem um elemento de diagnóstico ao mesmo tempo que querem saber o que fazer imediatamente,” disse. “As pessoas querem saber quais das intervenções resultam e os exemplos que estão disponíveis online das acções nas desigualdades na saúde socialmente determinadas, estão ajudando a encontrar casos de estudo reais que podem ser um ponto de partida muito útil.”

Desenvolvimentos Futuros

O Dr. Loyola disse que a OMS está muito contente com os atlas que está a desenhar para começar a segunda parte do projeto. Isso vai incluir uma apresentação de dados de maneira a que os usuários possam ver o impacto de uma intervenção específica e incluir análises de series de tempo.

“Queremos dar aos usuários a capacidade de ver as diferenças através do tempo para que dessa maneira se notem os efeitos das políticas”, disse.

A equipa também deseja apresentar dados organizados por temas e não indicadores individuais, 600 no total. Então, por exemplo, os indicadores podem ser agrupados por um tema específico sobre o tráfego – incluindo informação sobre a densidade do mesmo e números de acidentes.

Benefícios Chave

  • A OMS está ajudando os legisladores a compreender as desigualdades no sistema de saúde na União Europeia;
  • A apresentação de dados permite aos usuários não especialistas, interrogar à volta de 600 indicadores;
  • Os atlas da OMS realçam a utilidade de conjuntos de dados existentes;
  • As desigualdades na União Europeia são agora apresentadas num formato fácil de compreender.

O uso de nomes de produtos neste artigo não implica de modo algum um endosso, certificação, garantia de cobertura ou recomendação da OMS a qualquer empresa ou produto para qualquer produto para qualquer propósito, e não implica preferência sobre produtos de natureza similar que não se mencionam.

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